Geometrias do Inelidível









Geometrias do Inelidível 

Espetáculo Mutlidisciplinar 

Casa Municipal da Cultura de Seia | 11 de Setembro de 2022, 17h


Geometrias do Inelidível é um espectáculo multidisciplinar que envolve Música, Dança, Vídeo e Poesia. Concebido pelo compositor português Jaime Reis, o espectáculo parte da teia conceptual da sua obra em construção Sangue Inverso - Inverso Sangue, para flauta, clarinete, piano, violino, viola e violoncelo.

Sob a orientação cénica de Nuno Veiga, o Ensemble DME e o maestro Pedro Pinto Figueiredo juntam-se a Yola Pinto (Dança), Joana Manuel (Actriz), Brigitte Schuermans (Artista visual), Miguel Mesquita da Cunha (texto) numa Residência Artística, a decorrer entre 1 e 10 de Setembro de 2022, em Seia. 
O espetáculo será apresentado na Casa Municipal da Cultura de Seia, no dia 11 de Setembro, pelas 17h. A entrada é gratuita.



Jaime Reis Música e Concepção
Yola Pinto Dança
Joana Manuel Actriz
Brigitte Schuermans Videoart
Miguel Mesquita da Cunha Texto

Ensemble DME Música
    com Alex Waite (Piano), Ana Monteverde (Viola), Ângela Carneiro (Violoncelo), Beatriz Costa (Violino), Carlos Silva (Clarinete) e Marina Camponês (Flauta)
Pedro Pinto Figueiredo Direcção Musical
Nuno Veiga Encenação



Nas palavras do próprio compositor sobre esta obra:

“Sangue Inverso - Inverso Sangue é uma peça para ensemble de sete músicos. Sangue Inverso é constituído por sete andamentos e, simetricamente, o mesmo acontece com Inverso Sangue. Sangue Inverso - Inverso Sangue integra os sete andamentos de cada parte, sendo estes tocados em simultâneo. 

Cada andamento pode ser interpretado individualmente ou em simultâneo com o seu andamento correspondente. Isto significa que em Sangue Inverso - Inverso Sangue o primeiro andamento de Sangue Inverso deve ser interpretado em simultâneo com o primeiro andamento de Inverso Sangue, e por aí adiante. Quando as peças são sobrepostas, apesar de estarem em diferentes tempi, existem momentos específicos em que se sincronizam.

Esta estrutura é uma manifestação artística sobre as ligações entre o singular e o colectivo ou, mais precisamente, sobre a permanência e o papel do singular, ainda que integrado no colectivo. Em qualquer construção humana harmoniosa, sobreposições e interdependência realçam a importância de cada entidade singular, de cada identidade distinta, de cada idios - de modo algum o singular perde a sua importância.

Sob estas características estruturais e semânticas, Sangue Inverso - Inverso Sangue refere-se ainda ao conceito central de Tempo. Embora, em última análise, conote a Eternidade, a ideia de tempo nesta peça é concretizada através de numerosas perspectivas, como durações absolutas e aquelas dependentes dos performers, modulações de tempo e dentro de tempi, contrações e expansões rítmicas, que influenciam as percepções de fluxos entrelaçados causados por - ou refletidos em - alturas, tempo, timbre ou texturas.”


Estas ideias ganham uma nova dimensão em Geometrias do Inelidível. Não se trata de uma transferência dos gestos musicais para outras realidades. Encontramo-nos, antes, perante uma nova criação colaborativa que reúne alguns dos mais notáveis nomes do meio artístico contemporâneo em Portugal.


Este projecto é apoiado pelo Lisboa Incomum, Festival DME e Antena 2 
Parceiro Institucional - República Portuguesa – Ministério da Cultura











Comentários

Mensagens populares